Presidente da Câmara de São Paulo antecipa voto: cassação de vereador por caso de racismo se aproxima. Sabesp também é destaque nas sessões

Foto/Imagem: Foto : Group Publishing

Cassação do mandado de vereador por episódio de racismo

A cassação de Camilo Cristófaro, vereador de São Paulo, devido a uma fala racista em 2022, está prestes a ser decidida. O presidente da Câmara, Milton Leite, acredita que a perspectiva não é favorável ao parlamentar. A votação está marcada para 19 de setembro. Discute-se também o impacto da privatização da Sabesp na cidade.

O destino político do vereador Camilo Cristófaro, de São Paulo, está pendurado por um fio. Em virtude de uma fala racista durante uma reunião em 2022, a Câmara Municipal se prepara para votar sua cassação em 19 de setembro. 

Milton Leite, presidente da Casa, expressou em entrevista que a perspectiva não é favorável ao vereador, sinalizando que a cassação pode se concretizar.

Em uma sessão da Câmara em maio de 2022, Cristófaro teve sua voz registrada proferindo a frase ofensiva “é coisa de preto” na presença de outros parlamentares. 

Desde então, o processo disciplinar tem se arrastado e agora se aproxima de uma decisão crucial.

Na quarta-feira, 30 de agosto de 2023, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o relatório da Corregedoria que recomenda a cassação do vereador. 

A votação final está agendada para 19 de setembro, quando o plenário do Legislativo municipal decidirá o destino de Cristófaro. Para a cassação ocorrer, é necessário que 37 vereadores votem a favor.

O vereador Marlon Luz, do MDB, apresentou o relatório sobre o caso de racismo envolvendo Cristófaro à Corregedoria da Câmara em 21 de agosto. Seu parecer foi favorável à cassação, argumentando que a conduta do parlamentar violou o decoro parlamentar.

O presidente da CCJ não votou, conforme praxe em casos de empate, mas a Corregedoria aprovou o relatório de cassação com 5 votos a favor e uma abstenção. Os vereadores invocaram a tese do “racismo recreativo” para justificar a cassação do mandato de Cristófaro.

O processo disciplinar, que já dura quase um ano e quatro meses, tem suas raízes em 3 de maio de 2022, quando Cristófaro fez a polêmica declaração durante uma sessão da CPI dos Aplicativos. 

Embora tenha tentado justificar a fala como uma brincadeira, a repercussão foi imediata e o caso foi amplamente condenado.

O vereador Marlon Luz, em seu relatório, sustentou que a conduta de Cristófaro revela a crença em uma superioridade racial, prejudicando a imagem da Câmara e questionando a capacidade do vereador de representar todos os cidadãos, independentemente de sua origem étnica.

Sabesp também é tema na Câmara

Enquanto o caso de Cristófaro se aproxima de um desfecho, outras questões também pairam sobre a cidade de São Paulo. O projeto de privatização da Sabesp, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, está em discussão. 

Algumas regras desse projeto precisam da aprovação da Câmara, uma vez que a capital representa metade do faturamento da empresa.

O presidente da Câmara, Milton Leite, enfatizou que o direito de explorar o serviço de água e esgoto pertence à cidade e a mudança no controle acionário da empresa implicaria na Prefeitura assumindo a responsabilidade pelos serviços. 

Ele destacou ainda a importância dos recursos que a cidade recebe da Sabesp, que correspondem a cerca de R$ 570 milhões, e ressaltou a dificuldade de renunciar a essa receita.

Enquanto a cidade de São Paulo se prepara para a votação decisiva sobre o futuro de Camilo Cristófaro, a discussão sobre a privatização da Sabesp continua a ser um tópico importante nas agendas política e econômica da metrópole.

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